Fácil

Este texto é de 17 de fevereiro. Estava ainda decidindo se ia publicar, porque achava que era muita tolice divulgar algo tão pessoal sobre amor. Foi então que notei a redundância que era pensar assim e ter um texto com esta temática. Talvez uma publicação boba de adolescente seja o que preciso para me livrar da mania de infantilizar as coisas que sinto. Agradeço quem tiver paciência para ler, apesar de ser algo para mim.


Alguns de nós, humanos, passam o início da vida adulta tentando desaparecer com qualquer tipo de relação que fuja de uma total certeza de reciprocidade, buscando controlar situações incontroláveis. Temos medo de ouvir “não”, do fracasso e do que os outros vão dizer. Deixamos que sentimentos fortes passem sem contar para as pessoas, porque a essa altura já sabemos que é temporário.

Nossa vida se resume a viver o mais prático, a “ver no que vai dar”. O problema é que as coisas precisam de nós para acontecer, porque ninguém ganha na loteria sem comprar bilhete. Nos declaramos crescidos por não nos envolver e convencemos a nós mesmos de que esse é o auge da vida adulta e a prova da independência. Eu sou assim.

É difícil ir embora deste lugar quente e acolhedor que me mantém segura, quieta e sem ameaças externas. Eu tenho minhas alegrias e tristezas, derrotas e vitórias. Mas desaprendi mesmo foi a lidar com a rejeição pessoal de alguém, com o choro, com a paixão que não era nenhuma vergonha até os 17, mas hoje só a palavra já soa como besteira, como uma lamentação.

É mais fácil esperar que barreiras se formem e não seja mais necessário pensar a respeito. Logo a outra pessoa arrume alguém ou vai embora (ou você vai) e então se torna impossível, inviável. “Foi melhor assim, não é? Afinal, não ia dar certo mesmo”. Daí então passa. A adolescência é difícil, mas a vida adulta precisa ser assim mesmo: fácil. Sem dores. Cômoda. É como tem sido, mas eu não estou feliz.

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