Um até logo…

Comentários prévios: É tão feio quem tem vergonha de suas origens, quem esquece de onde veio e de sua verdadeira casa. Tenho tanto orgulho de ter chegado onde cheguei e de onde cresci, aprendi tantas coisas e tenho orgulho, independente de qualquer coisa que possam vir a dizer ou pensar. Obrigada por me receber por tantos anos, C.O. =)

——————————————————————————

Vou sentir saudade daquele clima de cidade pequena, onde se conhece os vizinhos pelo apelido e todos são amigos, conhecidos ou desafetos, mas nunca indiferentes. Vou guardar boas lembranças do clima de interior do Goiás e da personalidade das pessoas influenciadas pela capital, o instinto de ser caloroso com inevitável frieza que se adquire todos os dias, depois de passar horas em um ônibus para a metrópole. Também nunca me esquecerei dos amigos eternos, muitos dos quais fiz passando quatro horas diárias em transporte público. Além disso, houve também a vida mais ou menos pacata, as noites no banco da praça, as barraquinhas de cachorro quente, a sorveteria, a feira semanal, o mercadinho em que se compra fiado e as comemorações católicas de São João. E não importa onde eu esteja, pra onde vá, onde more ou as minhas razões de estar partindo (que são várias e validas): sempre serei alguém do subúrbio e da periferia. Nem goiana e nem brasiliense, apenas do entorno.

Anúncios