Prazer, Raila, mas pode chamar de Raih também.

Tudo está meio esquisito aqui dentro, sinto falta de coisas das quais abri mão. Andei pensando se escrevia sobre ou se deixava isso para lá, afinal, eu já não sou mais aquela Raih do Inigualável que lamentava os sentimentos e morria de amor cinco vezes ao dia… Para ser sincera eu já nem sou mais a Raih, hoje quase ninguém me chama assim. Onde está a Raih? Pra dizer a verdade eu não sinto muita saudade dela, mas sinto um pouco de falta daquela falsa atenção que recebia.

Acho que posso por a culpa nos acontecimentos dessa semana que está terminando: conhecer gente nova, encontrar os meus amigos e rever pessoas do passado. Tudo bem, chega a ser ridículo falar de passado quando me refiro a menos de quatro meses e dizer amigos quando só se passaram seis meses, mas o tempo na minha cabeça corre diferente. Posso te amar em um mês ou um ano e durar pra sempre ou apenas uns quinze dias, por que não? Eu já gostei tanto de alguém por apenas umas semanas que poderia dizer que foi amor, mas eu não sei a partir de quanto tempo algo pode ser considerado amor de verdade… Será que existe paixão pela risada ao telefone e que isso também pode incluir rezar para que o outro alguém tenha sucesso em um dia importante de sua vida?  Houve uma época em que me importei mais com a definição de tudo isso, mas como já falei as coisas acontecem rápido demais na minha vida para que eu perca tempo tentando dar nome para tudo que sinto.

Enfim, eu estava falando sobre o quanto mudei sem mudar, na verdade minha vida mudou muito mais que eu, que só fui me adaptando – muito bem, inclusive – a tudo isso. No entanto às vezes bate a saudade daquela intensidade toda, por mais que fosse uma mentira. Era muito carinho e eu estava acostumando com ele antes de descobrir que era tudo falso. O amor agora é diferente e novo, é mais divertido e alegre, menos depressivo, porém um pouco mais frio. Eu sinto falta dos abraços, eram tantos e eu os tinha todos os dias. Não é questão de ganhos ou perdas, são só as mudanças, eu não voltaria atrás de qualquer forma, o que me obriga a terminar esse assunto sem sentido por aqui.

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1 comentário

  1. Paulo Bessoni · fevereiro 22, 2012

    Engraçado, Railinha. Concordo com você em tudo isso! Acho que, às vezes, eu escrevo muito pra tentar da sentido e ordem a essas coisas em minha mente. Mas não tem dado mais certo. Chega um momento em que a vida é irrevogável! Por mais que se sinta saudades do passado (quatro, seis meses atrás), “o mundo é um moinho”… E esses novos amores parecem, mesmo, muito menos significativos, menos cheios de calor. Não sei se isso é uma fase ou se a vida está condenada a isso, para sempre! Tomara que não. Em algum momento – quem sabe? – as coisas vão se ajeitar de novo.

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