Minha descoberta sobre Almodóvar

A Pele que Habito (La Piel que Habito, no original) conta a história de Robert Ledgard (Antonio Banderas), um médico cirurgião estético que, após perder sua esposa deformada pelo fogo em um acidente, começa a desenvolver uma pele resistente a diversas coisas. No entanto, durante esse processo, passa por cima de qualquer tipo de princípio.

A primeira vez que ouvi falar do filme espanhol A Pele Que Habito foi na faculdade, quando minha professora indicou e discursou sobre a genialidade do mesmo. Comentei com alguns amigos e eles disseram estar loucos para assistir e que Almodóvar (o diretor, roteirista e produtor) era fantástico. Tudo bem, intelectuais, cults e hipsters de plantão, já podem crucificar a estudante de comunicação que não conhecia Almodóvar: eu realmente não sabia o que estava perdendo até ver A Pele Que Habito.

Notei logo de início que Almodóvar não era o tipo de cineasta escrupuloso, na verdade A Pele Que Habito oscila entre o absurdo, o doentio e o trágico. Quem não assistiu não deveria procurar pelo trailer, é perda de tempo, ele não diz nada e, para ser sincera, não há como resumir fielmente essa obra sem entregar o que mais de fantástico ela tem: a surpresa e o bizarro, o que foi e continua sendo um choque para mim.

Ainda não vi outros filmes do Almodóvar, apesar de estar ansiosa para isso, mas considerando as ótimas recomendações – além das pessoas inteligentes e de grande bom gosto que as deram a mim – poderia dizer que A Pele Que Habito não é a primeira obra chocante do famoso cineasta espanhol Almodóvar. Já fica a minha dica para as férias.

 

PS: Relevem qualquer erro de digitação, eu fiz o texto porcamente no bloco de notas porque meu computador está sem o word. Desculpe o atraso com as postagens e com o assunto também, o filme já até saiu do cinema, mas está valendo. =) Estou com uns problemas (amigos já sabem) então perdi por um tempo o ânimo de escrever. Mas vou tentar retornar por agora.

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